30 Dezembro 2010

Por isso que ele chora ao encerrar o seu mandato

Lula despede-se sem explicar os gastos com cartões de crédito e a compra de um relógio Cartier

Face lenhosa – Acostumado a empurrar a poeira do desmando e da corrupção para debaixo da alcatifa palaciana, Luiz Inácio da Silva deixa o governo sem explicar aos brasileiros alguns polêmicos e importantes assuntos. Entre os temas que cairão na vala do esquecimento está o escândalo dos malfadados cartões de crédito corporativos, que na Esplanada dos Ministérios fizeram a alegria de muitos alarifes, a começar pelo ministro dos Esportes, Orlando Silva Júnior – ele continuará no cargo sob o manto de Dilma Rousseff –, que usou o dinheiro do contribuinte para pagar uma tapioca no valor de R$ 8,00 e para hospedar a família e uma babá em hotel de luxo do Rio de Janeiro.

Deixando de lado a pequenez do ministro Orlando Silva, há no rastro do imbróglio dos cartões de crédito dois temas graves que Lula da Silva insiste em não esclarecer e que explicam a sua preocupação em manter sob sigilo os gastos da Presidência da República. Entre 24 e 28 de janeiro de 2007, durante a participação do presidente-operário no Fórum Econômico Mundial, em Davos, assessores presidenciais realizaram dois saques em dinheiro que totalizaram a bagatela de US$ 109 mil. A operação, realizada por meio de um cartão de crédito com a bandeira do Banco do Brasil, ficou registrada em um banco suíço sob o número 39C895.

Meses depois, em setembro de 2007, quando Lula discursou na Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas, em Nova York, a assessoria presidencial realizou outro saque milionário. Desta vez no valor de US$ 123 mil. Algo literalmente estranho, pois as despesas de viagem foram financiadas pela ONU. Mas a sandice maior ainda estava por vir. Um relógio Santos Dumont, da custosa e refinada marca Cartier, foi comprado na elegante 5ª Avenida pela bagatela de US$ 16 mil. A compra dessa seleta jóia foi realizada às 22h30 (horário local), quando lojas do naipe da Cartier recebem, às portas fechadas, seus clientes especiais. Mas tudo isso é absolutamente normal, porque o Brasil, segundo dizem alguns populistas de plantão, é o país de todos.

Como as estripulias consumistas de Lula da Silva foram noticiadas com exclusividade pelo ucho.info, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI), com cópia da matéria nas mãos, ocupou a tribuna do Senado Federal para cobrar do presidente-metalúrgico uma explicação convincente. Na ocasião, o senador piauiense questionou se Lula responderia aos jornalistas deste site ou jogaria a própria história no lixo. E o presidente preferiu um obsequioso silêncio.

Tempos depois, o mesmo senador Heráclito Fortes, mais uma vez com a matéria em mãos, cobrou uma explicação da então ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), que fora ao Senado para depor na Comissão de Infraestrutura. Fingindo desconhecer o assunto, Dilma desconversou.

Para quem chegou ao poder nos braços do povo e prometeu defendê-lo até o último instante, os saques e a compra de um relógio de luxo são atentados contra a democracia de um país que ainda tem nas ruas cidadãos revirando o lixo em busca de comida. Com a devida licença do messiânico Luiz Inácio, "nunca antes na história deste país"…

Fonte: http://ucho.info/lula-despede-se-sem-explicar-os-gastos-com-cartoes-de-credito-e-a-compra-de-um-relogio-cartier

29 Dezembro 2010

De onde vem tanta popularidade? (II)

O valor total gasto nos dois mandatos, até outubro deste ano, foi R$ 9,325 bilhões. Dá média anual de R$ 1,2 bilhão. Essa cifra não inclui três itens: custo de produção dos comerciais, publicidade legal (os balanços de empresas estatais) e patrocínio. Produção e publicidade legal consomem cerca de R$ 200 milhões por ano. No caso de patrocínio, o gasto médio anual foi de R$ 910 milhões de 2007 a 2009.
Fonte: http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/governo-lula-poe-publicidade-em-mais-de-8-mil-veiculos-de-comunicacao


Comento: Depois o Presimente Mulla fica reclamando da falta de verba para a saúde e quer a volta da CPMF!

Veja de onde vem tanta popularidade?

Quando Luiz Inácio Lula da Silva tomou posse, em janeiro de 2003, apenas 499 veículos de comunicação recebiam verbas de publicidade do governo federal. Agora o número foi para 8.094. Esses jornais, revistas, emissoras de rádio, de TV e "outros" estão espalhados por 2.733 cidades. Em 2003, eram só 182 municípios. Fonte: http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/governo-lula-poe-publicidade-em-mais-de-8-mil-veiculos-de-comunicacao

Comento: Distribuindo verba de publicidade assim, é inacreditável que ele não tenha chegado aos 117,2% de popularidade.

28 Dezembro 2010

Haja lombo de contribuinte para aguentar tanta pancada!

Todos os anos, cerca de três milhões de pessoas se matriculam em cursos preparatórios para concursos públicos em busca de estabilidade, salário garantido, plano de saúde e uma vida tranquila. A estimativa é da Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos (Anpac), que avalia em R$ 50 bilhões anuais a injeção de recursos na economia por todos os agentes do segmento de concursos. Na esfera federal, 1,1 milhão de servidores estão atualmente lotados em empresas, fundações e autarquias dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Apenas durante a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ingressaram no Executivo 151,2 mil servidores, número 193% maior que os 51,6 mil contratados para a carreira pública no governo de Fernando Henrique Cardoso.
Fonte: http://contasabertas.uol.com.br/WebSite/Noticias/DetalheNoticias.aspx?Id=375

27 Dezembro 2010

Não perde a mania de mentir

"Às vésperas de deixar a Presidência da República, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu que não gostaria de ocupar, após o término de seu mandato, cargos em um organismo multilateral, como na Organização das Nações Unidas (ONU)". Terra Notícias, LARYSSA BORGES, 14:27.


 

Comento:
O Presimente finge que não gostaria. É claro que ele gostaria. Mais: ele deseja um cargo desses. Mas está agindo como a raposa na fábula das uvas. Como a política externa do seu governo tornou o Brasil um país não confiável, ele sabe que jamais será convidado ou mesmo terá condições de se candidatar. Então, passa a dizer que não gostaria de exercer o cargo, como a raposa afirmava não gostar das uvas que não conseguia alcançar, por estarem verdes. É um cara-de-pau!

20 Dezembro 2010

Para pensar...

Bruno de Souza versus Nenê Constantino: a dualidade interpretativa da Justiça

Lado B – Diz a lenda que a Justiça é cega. O que leva qualquer incauto a crer que decisões judiciais não levam em conta o status do réu. Um enorme engano, pelo menos quando o assunto é o Brasil.

Ex-goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes das Dores de Souza está preso em uma penitenciária da região metropolitana de Belo Horizonte acusado de ser o principal responsável pela morte de Eliza Samudio, sua ex-amante. O rumoroso caso, explorado aos bolhões pela imprensa sensacionalista, levará o ex-arqueiro rubro-negro a júri popular. A defesa do jogador, que já registrou seguidas trocas de advogados, tentou, sem sucesso algum, recursos dos mais variados em distintas esferas da Justiça. Mas as decisões dos magistrados parecem ser uma espécie de antídoto para a sensação de impunidade que grassa na nossa louca terra de Macunaíma.

Longe de defender a banalização do crime, o nosso desejo a aplicação isonômica da lei de norte a sul do País. Elisa foi declarada morta pelo fanfarrão delegado que conduziu as investigações, mas a denúncia foi baseada apenas em declarações contraditórias e que foram alteradas diversas vezes. Fora isso, não há cadáver para sustentar a afirmação do delegado Edson Moreira, da Polícia Civil de Minas Gerais. Garantem os especialistas em Direito Criminal que não há crime sem cadáver. E a história judicial verde-loura confirma tal tese.

Bruno de Souza nega de forma peremptória sua participação no crime, mas mesmo assim segue preso, sem direito a qualquer benefício da lei. Se as autoridades policiais conseguiram transformar o caso em enredo de filme de suspense, sem que provas fossem apresentadas para garantir a peça acusatória, cabe ao ex-goleiro o direito de responder ao processo em liberdade, uma vez que é réu primário e não representa perigo à sociedade e de igual maneira não pode interferir na sequência das investigações.

Não tão distante da capital mineira, mais precisamente em Brasília, o empresário Constantino Oliveira, o nada diplomático Nenê Constantino, fundador da Gol Linhas Aéreas e maior empresário brasileiro de ônibus, é acusado de ser o mentor da tentativa de homicídio de que foi alvo o seu ex-genro, Eduardo Queiroz Alvez. Preso na última semana durante audiência judicial, Nenê Constantino foi beneficiado por um pedido médico e permaneceu detido em um hospital da capital dos brasileiros.

Na noite do último sábado (18), uma decisão do desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, colocou em liberdade o truculento Nenê, que também é acusado de mandar matar o líder de um grupo de invasores de terras. Alvez, que litigava com a família Constantino por causa de uma conturbada divisão patrimonial, foi alvo de um atentado em 2008 quando deixava a Viação Planeta, pertencente ao fundador da Gol.

A dualidade interpretativa da Justiça brasileira apenas reforça a tese subterrânea de que privilégios têm aqueles que gozam da intimidade com o poder. E isso se confirma diante das ambíguas decisões que marcam os casos de Nenê Constantino e de Bruno de Souza. No tocante ao empresário, seu ex-genro é a prova viva de que a fracassada tentativa de homicídio de fato ocorreu. Em relação ao ex-goleiro, o desaparecimento de Eliza Samudio – por enquanto é apenas isso – escancara o "achismo" que emoldura algumas decisões da Justiça.

Eduardo Queiroz Alves, ex-genro de Nenê Constantino, que de acordo com as investigações deveria estar morto, está mais vivo do que nunca, para o azar do mandante. Eliza Samudio, ex-amante do arqueiro do Flamengo, está oficial e legalmente desaparecida, mas a incompetência das autoridades policiais achou por bem assassiná-la. E a cegueira da Justiça, por onde anda?

Copiado do Blog do Ucho - http://ucho.info/bruno-de-souza-versus-nene-constantino-a-dualidade-interpretativa-da-justica)

Boa análise

Lula é o nosso Mao; FHC, o nosso Deng

19 de dezembro de 2010 | 23h 38


 

AE - CARLOS ALBERTO SARDENBERG – AE


 

Quando um governante tem ampla aprovação popular, decorre daí que está fazendo a coisa certa? Depende do que se entende pela coisa certa, é claro, mas a relação não é direta. É possível que um líder tenha prestígio enquanto faz uma administração absolutamente desastrosa, e isso vale tanto para os eleitos quanto para os ditadores.

O exemplo mais evidente é o de Mao. Até hoje a China reverencia o "grande líder", que, entretanto, conduziu o País a grandes desastres: fome matando milhões, economia arrasada, assassinatos em massa, torturas. Já a potência econômica de hoje foi fundada por Deng Xiao Ping, aliás, ele próprio prisioneiro durante a revolução cultural maoista. Mas é a imagem de Mao que se vê por toda parte.

Agitação e propaganda são boa parte da explicação. Governantes bem-sucedidos na admiração popular têm isso em comum, a capacidade de falar diretamente às pessoas e vender gato por lebre. Criam slogans simples e de imediata compreensão, lançam um plano atrás do outro, não importa se o primeiro foi simplesmente abandonado. Tudo apoiado pelos instrumentos da propaganda.

Nas ditaduras é mais fácil. Como disse Lula no lançamento de seu balanço, no mundo todo os jornais não falam bem do governo, exceto na China e em Cuba. Verdade. O problema é que Lula fez esse comentário em tom de reclamação, como se, na democracia, com imprensa livre, tivesse que gastar muita energia e dinheiro (pagando publicidade na mídia) para passar a sua verdade.

Mas o fato é que Lula foi muito bem nesse quesito. Passou seu governo inteiro no palanque, anunciando planos e mais planos, metas e mais metas, inaugurando várias vezes a mesma obra. Uma parte da imprensa simplesmente aderiu ou foi obrigada a isso pelo volume das verbas oficiais de publicidade. A imprensa livre e independente, apesar das reclamações do presidente, sempre cobriu essas atividades, o que ampliou os palanques.

A Ferrovia Transnordestina é um caso exemplar: foi lançada e "inaugurada" cinco vezes, sempre apresentada pelo presidente como sua obra especial. Prometida para este final de ano, tem menos de 100 km prontos, para um projeto de quase 3 mil. Nada disso impediu que a obra aparecesse como resultado de sucesso na prestação de contas de Lula, aquela registrada em cartório. Claro que o texto não diz que a obra está pronta, mas, sim, em execução, que foi viabilizada "pela primeira vez", sem nenhuma referência aos atrasos e problemas que ainda enfrenta.

Ou seja, não é prestação de contas, mas pura propaganda. Lula não perde a oportunidade de alardear sua elevada popularidade, suas virtudes de operário-presidente. Sua turma também. É o maior presidente de todos os tempos, disse uma vez Dilma Rousseff. E, quando criticado por esses excessos, Lula joga na cara dos críticos: o País nunca cresceu tanto, a renda aumentou, a pobreza diminuiu e o mundo respeita o Brasil. Por que ele não pode se vangloriar desses feitos?

Eis a quase-verdade (ou, claro, quase-mentira). É verdade que o País está de novo num bom momento. Mas não é verdadeira a conclusão que Lula tira disso: que isso tudo só está acontecendo porque ele é o presidente.

Basta olhar em volta. Os países emergentes em geral descreveram trajetória igual à brasileira: estabilidade macroeconômica construída nos anos 90 e, especialmente no período 2003/08, os benefícios de uma onda de prosperidade mundial que elevou espetacularmente os preços de nossos produtos de exportação, trazendo abundância de dólares. Na crise do final de 2008/09, o mesmo desempenho: dois ou três meses de recessão, seguidos de forte recuperação, situação atual.

No conjunto, todos os emergentes cresceram forte, acumularam reservas internacionais e têm hoje o mesmo problema da moeda local valorizada (exceto a China, que mantém sua moeda desvalorizada, um caso à parte). Mas reparem: nos anos dourados, 2003/08, o País cresceu menos que os emergentes em geral e menos que a média latino-americana.

Todos reduziram a pobreza e em todos se formaram novas classes médias. E grande parte dos países tem programas sociais tipo Bolsa-Família. O Chile Solidário, por exemplo, para ficar na América Latina.

Mas por que o Brasil se tornou tão festejado no mundo? Ora, porque o Brasil, estável, é um enorme país, de amplas oportunidades econômicas. Isso já aconteceu antes na história deste país.

Isso é o lulismo: estabilidade macroeconômica ortodoxa, uma onda mundial favorável, um setor privado (agronegócio e mineração) capaz de atender à demanda global e dinheiro público para gastar com as diversas clientelas, dos mais pobres até as grandes empreiteiras. Um bom momento inflado pelo presidente no palanque.

O problema é que esse tipo de propaganda esconde os problemas. No que o Brasil é diferente dos demais emergentes importantes? É pelo pior: o País continua consumindo mais do que produz, investe menos que a média emergente (sim, com PAC e tudo, continua investindo menos de 20% do PIB), cobra impostos demais de suas empresas e pessoas, tem ainda a taxa de juros mais alta do mundo, um gasto público exagerado e ineficiente, uma bomba-relógio na Previdência.

O governo Lula simplesmente empurrou esses problemas para a frente. Vão cobrar um preço quando o mundo parar de ajudar. Aí surgirá uma nova interpretação da era Lula, assim como da era FHC, um período de reformas que se mostram duradouras.

Lula, claro, não é igual a Mao. Longe, muito longe disso. Há um oceano entre um ditador e um presidente eleito e reeleito. Mas o que têm em comum é a enorme capacidade de formar a opinião pública. Mao, transformando desastre em avanço heroico. Lula, herdando um bom momento, para multiplicá-lo e assumir pessoalmente todos os méritos.

E o presidente Fernando Henrique Cardoso certamente é o nosso Deng.

12 Dezembro 2010

Duas ditaduras que se completam

Médico diz que era um "escravo qualificado' 

DE CARACAS

Por quatro anos e meio, Miguel Majfud, médico cubano da cidade de Holguín, diz ter vivido num circuito fechado: do trabalho numa unidade do programa Bairro Adentro para o alojamento designado pelo governo venezuelano e vice-versa.
"Em Cuba, há fome. E viajar é uma maneira de garantir um pouco de bem-estar a sua família", continua ele, que fugiu no final de 2008 e buscou um visto especial do governo americano para "profissionais de saúde cubanos em terceiros países".
Os médicos cubanos que integram Bairro Adentro recebem alojamento e, até o começo de 2009, ajuda de custo de 715 bolívares fortes (US$ 166). Um médico venezuelano no programa recebe, em média, 3.200 bolívares fortes (cerca de US$ 750).
Comparado aos US$ 23 do salário médio de um médico em Cuba, é atrativo. Sem falar que a família que fica na ilha recebe entre US$ 75 e US$ 200, dependendo do tempo de permanência na missão.
Há ainda um pequeno fundo-poupança resgatável ao final do trabalho. Os cubanos também se animam em poder levar para casa, nas férias, eletrodomésticos.
Mas, segundo Majfud, as condições de trabalho fazem a oportunidade virar uma "senzala". "Eu gosto de falar assim, de senzala. Não tem preço o estresse que brota da ameaça constante. Se não cumprimos as metas, somos castigados e enviados, em uma semana, à grande cadeia que é Cuba."
"Somos a força escrava mais qualificada do mundo", diz ele.
Majfud faz parte do grupo que cobra indenização de Havana e Caracas por alegar ter trabalhado em esquema de "servidão por dívida", por supostamente ajudar o Estado cubano a pagar débitos com a Venezuela, especialmente da importação de petróleo.
O Estado cubano funciona, no caso venezuelano, como uma espécie de megaempresa de prestação de serviços médicos. Em 2009, Cuba diz ter batido recorde na "exportação de serviços" de saúde.
(FM) 

(Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft1212201014.htm)

Herança maldita do Lulla

O coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Salomão Quadros comentou que, no âmbito da medição dos IGPs, o ano de 2010 deve encerrar com uma inflação de dois dígitos pela primeira vez desde 2004. (fonte: Alessandra Saraiva, da Agência Estado, 09/12/10)