24 Dezembro 2011

Feliz Natal a meus três leitores

Feliz Natal a todos vocês. Isto, se sobrar alguma coisa a ser comemorada, dado o ataque das ratazanas de todos os calibres instaladas em todas as esferas do poder,  que estão destruindo este país miserável.

22 Dezembro 2011

Que lástima para nós todos do MS!

Ao comentar os trabalhos feitos em terras paulistas, a ministra lembrou que o estado tem o maior Judiciário do país. O trabalho da corregedoria detectou 150 situações suspeitas no estado, como falta de informações de sobre o pagamento da correção monetária e o fato de 45% dos magistrados do estado não terem apresentado cópia do Imposto de Renda ao tribunal.

Ainda de acordo com ela, dado o tamanho do aparelho, a quantidade de problemas encontrados no estado é pequena em comparação com o tamanho do Judiciário local, que tem 45 mil servidores e dois mil juízes. "Não estou preocupada com São Paulo, é muito pouco. O local que mais me preocupa é Mato Grosso do Sul, onde nenhum juiz entregou informações sobre a renda", disse a ministra. Com informações da Assessoria de Comunicação do CNJ e da Agência Brasil.

Trecho extraído da entrevista da Ministra Eliana Camon concedida hoje, noticiada no site Conjur e na qual ela comenta a atuação do CNJ frente aos ataques das corporações de juízes. Mais detalhes sobre a matéria podem ser encontrados no endereço:  (http://www.conjur.com.br/2011-dez-22/eliana-calmon-nega-quebra-sigilo-200-mil-juizes-servidores)

21 Dezembro 2011

Editorial do Estadão

Retrocesso institucional

O Estado de S.Paulo – 21/12/11

Ao privar o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) do poder de investigar juízes acusados de irregularidades, por meio de uma liminar, concedida às vésperas do recesso do Judiciário pelo ministro Marco Aurélio Mello, o Supremo Tribunal Federal (STF) surpreendeu os meios políticos e jurídicos. A liminar esvazia o poder da Corregedoria Nacional de Justiça e, como só voltará a ser apreciada em fevereiro, dará aos juízes que estão sendo investigados o tempo necessário para apagar rastros ou sumir com provas.

Entre as Cortes que o CNJ está investigando se destaca o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), onde há suspeitas de pagamentos de honorários em valores muito acima do teto salarial fixado pela Constituição. Um de seus desembargadores é o presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) - a entidade que questionou as competências do órgão responsável pelo controle externo da magistratura para tentar impedir a realização de uma devassa na folha de pagamentos da Justiça paulista. Na segunda-feira, a AMB, em conjunto com outras entidades de juízes, pediu outra liminar - também concedida - suspendendo o poder do CNJ de quebrar o sigilo bancário de juízes. Para a AMB, o CNJ só poderia atuar nos casos de omissão das corregedorias dos tribunais. Para o CNJ, a prerrogativa suspensa permitia ao órgão identificar movimentações financeiras suspeitas de magistrados.

Há três meses, a corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, acusou a Justiça paulista de ser a mais corporativa do País e disse que só conseguiria investigá-la para valer "no dia em que o sargento Garcia prender o Zorro", ou seja, nunca. "O TJSP é refratário a qualquer ação do CNJ e o presidente do STF é paulista e foi desembargador", disse a corregedora, referindo-se ao ministro Cezar Peluso.

A liminar concedida à AMB parece dar razão a Eliana Calmon. O recurso da associação de juízes deveria ter sido votado em setembro. Mas, por causa do apoio da opinião pública ao CNJ, principalmente depois de a corregedora ter afirmado que o corporativismo das corregedorias judiciais favorece os "bandidos de toga" e a "minoria de juízes que se valem da toga para cometer deslizes", o recurso da AMB foi tirado da pauta. E só agora o ministro Marco Aurélio deu a conhecer a sua decisão liminar - quando não há tempo de submetê-la ao plenário antes do recesso do STF.

A oposição ao CNJ começou logo após a aprovação da Emenda Constitucional 45, em dezembro de 2004. Ao votar esse dispositivo da reforma do Judiciário, a maioria parlamentar considerou que as corregedorias tinham sua autoridade moral e sua eficácia funcional corroídas pelo corporativismo e deu à Corregedoria Nacional de Justiça a prerrogativa de abrir investigações no momento em que quisesse. Se as corregedorias judiciais fossem eficientes, não teria ocorrido, por exemplo, o desvio de quase R$ 170 milhões das obras do Fórum Trabalhista de São Paulo, do qual um dos beneficiados foi um ex-presidente do Tribunal Regional do Trabalho. Recentemente, os jornais noticiaram que a Corregedoria do TJ do Maranhão recebeu 120 representações contra juízes num só ano e não puniu nenhum deles. O mais escandaloso é que quase todos os procedimentos foram arquivados por decurso de prazo.

Atualmente, tramitam na Corregedoria Nacional de Justiça 115 processos contra juízes de primeira instância e 35 contra desembargadores. Em seis anos de atuação, o CNJ condenou cerca de 50 magistrados, dos quais metade foi punida com a pena máxima no plano administrativo: a aposentadoria compulsória. No mesmo período, o CNJ foi objeto de 32 ações diretas de inconstitucionalidade, das quais 20 foram propostas por entidades de juízes, como a AMB. Os números revelam "uma estratégia de guerrilha processual permanente contra o CNJ", diz Joaquim Falcão, diretor da FGV e um dos mais respeitados pesquisadores do Judiciário.

A criação do CNJ, cujo saldo de realizações é inegável, foi a principal inovação da reforma do Judiciário. Resta esperar que, ao retomar os trabalhos, em 2012, o STF casse a liminar que promove um retrocesso institucional, esvaziando o CNJ e fortalecendo as desmoralizadas corregedorias judiciais.


Alerta oportuno

Dora Kramer, colunista política do Estadão faz um oportuno alerta sobre a liberdade de imprensa. Segue abaixo:

Ditatorial. A escalada de ações contra o grupo que edita o jornal Clarín - de oposição ao governo - culminando com a ocupação militar da TV por assinatura Cablevisión e a proposta de lei para alterar a distribuição de papel para jornais fazem de Cristina Kirchner uma triste figura na cena mundial.

Ela põe a Argentina no patamar indecoroso a que Hugo Chávez levou a Venezuela e do qual um país leva anos para se recuperar. A truculência de governantes não costuma terminar bem. Uma hora, o que dava sempre certo na ação dos tiranetes começa a dar sempre errado.

Conviria que se prestasse atenção ao que se passa na Argentina antes de se conferir crédito ao argumento dos que aqui consideram a hipótese de haver boas intenções na defesa da tese do controle social da mídia.

Alguns recorrem à violência explícita, outros se disfarçam sob alegações legalistas, mas, no fim, tudo resulta em autoritarismo.

20 Dezembro 2011

Era tudo cascata do presimente Lulla...


Rio de Janeiro - A Petrobras precisará importar ainda mais gasolina em 2012 do que importou este ano.
...

O diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa, revelou ontem que de janeiro a novembro a estatal do petróleo importou por dia, em média, 45 mil barris. Até o fim do ano, essa média poderá chegara a 47 mil barris de gasolina comprados no exterior diariamente, o que representará 400% de aumento das importações na comparação com 2010. A demanda diária brasileira é de 432 mil barris ao dia.
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Costa anunciou que só em dezembro serão adquiridos cerca de 100 mil barris diários no mercado internacional.
...

A procura por óleo diesel também cresceu. A alta foi de 9,3% em comparação ao ano passado, quando a expansão, em relação a 2009, havia sido de 9%. No caso do diesel, a Petrobras tem uma dependência externa até maior do que a da gasolina. De janeiro a novembro deste ano a petroleira precisou importar 176 mil barris diários para atender ao mercado brasileiro (crescimento de 19% em comparação com 2010, quando foram importados 148 mil barris), que consome 862 mil barris.



Comento:  O presimente Lulla dizia, a toda hora, que o Brasil era autossuficiente em petróleo. Vê-se, agora, que ele era (continua sendo, creio) um mentiroso contumaz e aquilo que ele alardeava era uma inverdade das grossas. A realidade está aí: conseguiram transformar o Brasil em autodeficiente de petróleo. O PT é de uma ineficiência a toda prova. Ainda vai conseguir quebrar o país e trazer a inflação de volta.

19 Dezembro 2011

Está começando o desmanche do CNJ

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello concedeu uma liminar (decisão provisória) nesta segunda-feira (19) que limita os poderes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para investigar e punir juízes suspeitos de irregularidades. Cabe recurso da liminar, e a decisão final sobre o caso ainda precisará ser analisada pelo plenário da Corte, em fevereiro, quando termina o recesso do Judiciário.

(copiado do G1)

18 Dezembro 2011

Uma opinião bem fundamentada

Ferreira Gullar

Liberou geral

Atrasado que sou, acreditava que, se a lei proíbe o uso dessas drogas, é que elas são prejudiciais

DEPOIS DE aprovar a Marcha da Maconha, o Supremo Tribunal Federal decidiu, recentemente, liberar também manifestações públicas a favor de toda e qualquer droga, seja lícita ou ilícita.

Já disse, aqui, que sou da terra da maconha, o Maranhão, onde ela era chamada (não sei se ainda o é) de diamba e só consumida por marginais, e não por todos. O maior uso da Cannabis era feito pelo Cotonifício Cândido Mendes, que dela fazia tecidos usados em sacos para cereais. Hoje, a maconha é assunto do Supremo Tribunal Federal e também da Procuradoria Geral da República, que solicitou ao STF a liberação da marcha em favor das drogas entorpecentes.

Como se vê, o assunto é sério, de interesse da República. Não me lembro de ter a Procuradoria Geral da República interferido junto ao STF em favor, por exemplo, dos direitos de cidadãos brasileiros que não gozam de atendimento médico nos hospitais públicos, muito embora isso lhes seja garantido pela Constituição. Muitos desses hospitais -conforme se vê com frequência nos jornais e na televisão- não possuem equipamentos indispensáveis para o tratamento dos pacientes, alguns dos quais morrem em seus corredores e nas salas de espera.

E fico por aqui, pensando nessa gente de alto coturno debruçada sobre um processo de fundamental importância para nação em que se decide ser lícito ou não defender publicamente, em passeatas, o uso da maconha e da cocaína. E do crack também, não?

Pois é, graças a esses altos órgãos da República, descobri o quanto perde a cidadania em ter cerceado o consumo das drogas ilícitas. Eu aqui, atrasado que sou, acreditava que, se a lei proíbe o uso dessas drogas, é que elas são prejudiciais às pessoas e ao convívio social. E, se a lei o proíbe, sair à rua para defendê-las seria contra a lei.

Engano meu. Conforme o Supremo, contra a lei seria fazer a apologia das drogas. Mas quem sai às ruas pedindo a legalização do consumo delas não está, implicitamente, afirmando que elas são benéficas? Você, leitor, sairia às ruas para defender algo que considere maléfico? Ninguém o faria, nem mesmo -creio eu- os ministros do Supremo e o Procurador Geral da República. Logo, o argumento do STF de que permite a defesa do consumo de drogas mas não sua apologia é um sofisma.

Mas não é esse o aspecto do problema que gostaria de examinar agora, e sim o fato de que a decisão do STF, baseada em dispositivos constitucionais, parece conduzir a contradições insolúveis. Um dos ministros disse que permitir manifestações públicas pela liberação das drogas é fazer valer plenamente o direito dos cidadãos. Pode ser, mas, ao mesmo tempo, tais manifestações contrariam as leis que proíbem a venda e o consumo de drogas.

Não obstante, outro ministro chegou a afirmar que "os brasileiros não suportam mais falsos protecionismos cujo único resultado é o atraso". Se isso é verdade, por que pouco mais de 5.000 brasileiros participaram da marcha da maconha numa cidade de 5 milhões de habitantes? Atraso a meu ver é pretender anular a Lei da Ficha Limpa para manter no Congresso parlamentares comprovadamente corruptos.

Não discordo dos ministros quando defendem o amplo direito de o cidadão manifestar seu pensamento. Mas a questão é, em si mesma, complexa. Embora não seja advogado nem jurista, atrevo-me a afirmar ser pouco provável que alguma Constituição preveja todas as implicações das ações humanas.

Aprova o STF manifestações em favor da pedofilia? Certamente não. Então a liberdade de pensamento tem limites. Isso leva a crer que, a partir de determinado ponto, terão que prevalecer o bom senso, os valores e interesses que atendem às necessidades vitais da sociedade, como a segurança, o convívio fraterno, o respeito à paz e à vida humana.

É uma ilusão supor que a liberdade sem limites seja sinônimo de justiça, já que, como observou um dos ministros, é impossível manter a liberdade de pensamento quando ela resulta em legitimar atos ofensivos aos direitos fundamentais e à convivência democrática. A justiça eficaz é a justiça possível, uma vez que, como disse Rimbaud, a visão plena da justiça "é um prazer somente de Deus".

(copiado da Folha de São Paulo, 18/12/11)

15 Dezembro 2011

País da piada pronta


Eu já tinha fechado o meu blog para este ano.  Pretendia voltar somente em janeiro próximo.  Mas, lendo o noticiário, sinto-me obrigado a quebrar a promessa e transcrever a notícia abaixo, copiada do G1 PR.

No post anterior fui ácido com a justiça brasileira. Aliás, tenho sido, porque vivo a experiência de lidar com ela todo dia, durante os últimos 40 anos.  Agora, a notícia transcrita apenas confirma a quase inutilidade do dito “serviço público”.
Notem que o TJ-PR  condenou o jornalista americano a se retratar perante o povo brasileiro. O tribunal arvorou-se no direito de representar o povo, qualidade que ele não tem e a constituição não lhe confere.
Qual o crime?  Escrever textos criticando a justiça brasileira, a imprensa e as autoridades que investigaram o acidente!
O TJ-PR, encarregado de aplicar a lei, revogou a constituição brasileira que garante o direito à livre manifestação do pensamento e opinião a qualquer um de nós.  O jornalista injustamente condenado tinha – e tem – o direito de criticar a justiça e tudo o mais que quiser criticar...
A conduta da justiça do Paraná me faz lembrar velha piada contada pelos professores de direito na gloriosa faculdade estadual de direito de Londrina. Diziam eles que alguns juízes achavam que eram deuses. Outros tinham certeza disso!
Segue, abaixo, a transcrição da notícia, para que não pairem dúvidas:

 Jornalista envolvido em acidente com Legacy é condenado no Paraná

Por dois votos a um, Tribunal de Justiça condenou Joe Sharkey.

Jornalista deverá pagar multa de R$ 50 mil e se retratar por declarações.

O jornalista norte-americano Joe Sharkey foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) a pagar uma multa de R$ 50 mil e a se retratar diante do povo brasileiro. O julgamento começou em novembro, quando dois dos três desembargadores votaram a favor da condenação. O último voto, proferido nesta quinta-feira (15), julgou improcedente a ação. Sharkey poderá recorrer da decisão em até 15 dias após a sentença ser publicada.

 Joe Sharkey era um dos passageiros do avião Legacy que se acidentou com um jato da Gol, em 2006. No acidente, morreram 154 pessoas. Logo após o acidente, o norte-americano escreveu uma série de textos no jornal New York Times e no seu blog pessoal, nos quais criticava a justiça brasileira, a mídia e as autoridades que investigaram o acidente.

O Brasil é, ou não, o país da piada pronta?

Para fechar o ano

Para encerrar o ano, um retrato da nossa justiça, que tarda e falha:



Feliz Natal e um ótimo 2012 a todos!

14 Dezembro 2011

Governo de picaretas mentirosos

O engodo contra o crack

Demóstenes Torres

As sugestões que peço durante as conversas no Twitter apresentam boas surpresas e uma delas foi o projeto de lei do Senado nº 111 de 2010. Verdadeiros pedidos de socorro poderiam ser resumidos na frase: “Temos de fazer alguma coisa para conter a epidemia de crack”.

O eixo das vindícias, a internação compulsória dos dependentes, foi fulminada pela turma do afrouxamento penal. Na semana passada, virou estrela de projeto lançado pela presidente Dilma Rousseff.

Tamanha era a objeção à iniciativa que o governo se valeu de sua matilha na mesma internet para aviltar o PLS.

Para granjearem a ira da juventude, os lobos nomeados no Diário Oficial comparavam-no ao filme “Bicho de Sete Cabeças”, em que um rapaz é mandado para o hospício depois de o pai achar um cigarro de maconha em seu casaco.

Em outra frente, o governo enviou técnicos ao Congresso para dizerem, entre outras imposturas, que se a proposição for aprovada as cadeias explodirão de gente cujo único erro é usar droga.

Pela fragilidade dos argumentos se conclui que não leram o texto, síntese das ideias enviadas: fechar as fronteiras para o tráfico, com as Forças Armadas junto às polícias Federal e Rodoviária Federal, Civil e PM; apoio aos familiares e tratamento obrigatório do usuário, após consultado por especialistas, a mando do juiz; punição a gestor público que não fizer estabelecimentos em número suficiente, com profissionais e equipamentos modernos.

Até agora omissa e resistente, Dilma resolveu agir. Assim, de repente, não mais que repente.

Mas nas entrelinhas do gesto nobre escondia a vontade de cessar o tiroteio contra o amigo Fernando Pimentel, o mágico que consegue ao mesmo tempo coordenar campanha presidencial e fazer a própria para o Senado. Nas horas vagas, era consultor de empresas interessadas em contratos milionários com o poder municipal do qual saíra e no federal em que acabava de entrar.

Em vez de ações sérias, planejadas, o Planalto saiu-se com um programa elaborado às pressas. Na típica conta de mentiroso, os números são sempre quebrados (2.462, R$ 670,6, R$ 128,8) e não resistem a uma checagem simples.

Um exemplo são as prometidas 408 Unidades de Acolhimento feitas por R$ 265,7 milhões: para os prédios, o tratamento (internações de seis meses), os remédios, o maquinário – tudo a R$ 650 mil cada.

Estima dados sem qualquer base e inventa figuras como o líder comunitário capacitado para combater entorpecentes. Promete 170 mil. Repetindo: 170 mil líderes comunitários. Num ano de eleições locais como o próximo, os partidos aliados vão adorar a farra: 170 mil líderes comunitários.

O projeto inteiro terá, garante a presidente, R$ 4 bilhões.

Difícil acreditar. Neste ano, segundo a Confederação Nacional de Municípios, o governo empregou somente cerca de R$ 4 milhões contra as drogas. Mil vezes menos.

Apelar para a politicagem e anunciar medidas fictícias é um desrespeito à dor das famílias, uma cratera na esperança de vencer o mal do século.

(copiado do Blog do Noblat, em O Globo, 14/12/11)

O gato subiu no telhado

Ministro Ricardo Lewandowski confirma que alguns acusados de envolvimento no escândalo revelado em 2005 podem não ser punidos, já que dificilmente o caso será concluído em 2012

Comento: Esta notícia está nos jornais de hoje. O ministro está falando sobre a prescrição das penas de muitos dos réus no processo conhecido como "mensalão". Na realidade, ele está preparando a opinião pública para aquilo que os mais esclarecidos já sabem: O Brasil continuará sendo o país da impunidade, onde o crime compensa. Mormente quando se indica para a Suprema Corte juízes que não têm notório saber jurídico mas têm manifesta vontade de não trabalhar.

12 Dezembro 2011

Governo de incompetentes mentirosos (ou seria "mentirosos incompetentes"?)

A redução de gastos prometida pelo governo – logo nos primeiros meses do ano – ficou só no papel. De acordo com informações trazidas pelo jornal O Globo, o ajuste fiscal promovido pelo governo Dilma afetou principalmente os investimentos, área que a equipe econômica se comprometera a não cortar.


Leiam um trecho da reportagem de O Globo. Voltamos logo abaixo:


BRASÍLIA – Na reta final de 2011, o balanço das contas públicas mostra que o aperto fiscal de R$ 50 bilhões, anunciado em março pela equipe econômica, encolheu substancialmente, e algumas despesas que o governo prometera reduzir, como os benefícios previdenciários e o seguro-desemprego, cresceram fortemente, ao invés de caírem. O corte efetivo de despesas, segundo a última avaliação da área econômica, chegará a R$ 21,3 bilhões, e a área mais atingida é a de investimentos. Em março, o governo pretendia investir R$ 50 bilhões – já considerando um corte de R$ 18 bilhões nessas despesas – mas, até novembro, a execução estava em R$ 38,7 bilhões.

As despesas com benefícios previdenciários e com o seguro-desemprego, que o governo prometera reduzir em R$ 5 bilhões em relação à previsão da lei orçamentária, cresceram R$ 10,5 bilhões. Pela última estimativa, essas despesas chegarão a R$ 318,7 bilhões em 2011, R$ 15,5 bilhões além do previsto. Com o aumento desses gastos, a redução de R$ 15,7 bilhões nas despesas obrigatórias prometida pelo governo caiu para R$ 560 milhões, 3,6% da estimativa.

O corte de R$ 36,2 bilhões nas despesas de custeio e investimentos, adotado em março, caiu para R$ 24 bilhões com a liberação de recursos do Orçamento em novembro. A liberação concentrou-se em despesas de custeio, e os investimentos chegam ao fim do ano como a área mais afetada pelo ajuste fiscal, embora o grosso dessas despesas nem tenha sido contingenciado, pois está dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A retração nos investimentos contribuiu para a estagnação da economia brasileira no terceiro trimestre.

(…)

Arrecadação bate recorde sobre recorde este ano

Quando anunciou o corte de R$ 50 bilhões nas despesas, o governo justificou a necessidade de adequar os gastos a uma previsão mais modesta de receitas. A arrecadação ficaria R$ 18 bilhões abaixo da estimada para a lei orçamentária.

Só que, ao longo do ano, a arrecadação bateu recordes. A última previsão é que a receita fechará 2011 com um montante de R$ 21,7 bilhões acima do valor estimado pelo Congresso. Ou seja, a diferença entre o que o governo estimou e o que vai arrecadar chega a R$ 40,3 bilhões. Pesaram as receitas extraordinárias que recebeu com o Refis (renegociação de tributos atrasados) da crise e com multas.



Íntegra aqui.

Comentário:

Como vocês puderam ler, a arrecadação de impostos bateu novos recordes este ano. De acordo com a previsão da própria Receita, o Brasil arrecadará R$ 21,7 bilhões acima do esperado. Trocando em miúdos: grana existe, o que não existe é competência para gerenciar os investimentos, conforme demonstramos aqui no Implicante por inúmeras vezes.





Haja lombo de contribuinte para aguentar tanto desaforo!

12/12/2011 | 00:00
País rico

O novo prédio do TSE custou meio bilhão de reais e vai abrigar apenas sete ministros (que tem outras atribuições), às terças e quintas à noite.

(copiado da coluna de Cláudio Humberto, 12/12)

11 Dezembro 2011

Manifesto da Igualdade Polaca

País de ladrões e canalhas. Ou, ladrões-canalhas

BRASÍLIA - Donos dos maiores salários do serviço público, magistrados espalhados por tribunais Brasil afora aumentam os vencimentos com benefícios que, muitas vezes, elevam os rendimentos brutos a mais de R$ 50 mil mensais. Levantamento feito pelo Estado nas últimas semanas adianta o que uma força-tarefa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) busca identificar nas folhas de pagamentos de alguns Estados do País.

A radiografia da folha dos tribunais revela centenas de casos de desembargadores que receberam nos últimos meses mais que os R$ 26,7 mil estabelecidos como teto - o salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal. Em setembro deste ano, por exemplo, 120 desembargadores receberam mais do que R$ 40 mil e 23 mais de R$ 50 mil. Um deles ganhou R$ 642.962,66; outro recebeu R$ 81.796,65.

Há ainda dezenas de contracheques superiores a R$ 80 mil e casos em que os valores superam R$ 100 mil. Em maio de 2010, a remuneração bruta de 112 desembargadores superou os R$ 100 mil. Nove receberam mais de R$ 150 mil.

Auxílios, abonos, venda de parte dos 60 dias de férias e outros penduricalhos, muitos isentos da cobrança de imposto de renda, fazem com que alguns tribunais paguem constantemente mais do que o teto de R$ 26,7 mil.

No Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, os pagamentos mensais superiores a R$ 50 mil são comuns (leia nesta página). Em determinados meses, os rendimentos de dezenas de desembargadores superam R$ 100 mil. Os casos de pagamentos elevados são mais comuns no Rio.

No Tribunal de Justiça de Mato Grosso, o pagamento de vantagens, inclusive auxílio-moradia, eleva o pagamento de desembargadores mês a mês a R$ 41.401,95. No Espírito Santo, lei aprovada pela Assembleia Legislativa garantiu aos desembargadores um pagamento de atrasados que aumentam os rendimentos para mais de R$ 30 mil.

(Fonte: O Estado de São Paulo,  11/12/11)

Comento:  Que moral têm estas pessoas para julgar o cidadão comum que os sustenta enfrentando todas as dificuldades do dia-a-dia? A justiça é, no Brasil, uma ficção. Destina-se mais a manter a “nomenklatura” no poder, sugando o sangue do povo, que fazer cumprir as leis.

10 Dezembro 2011

Aplausos...

O vídeo é muito bom. Entretanto, depois do Palofi já se foram outros, também aplaudidos pelos áulicos. Certamente teremos mais aplausos nos próximos meses.


Aplausos que explicam a história from Implicante on Vimeo.

Presimente Lulla




Enquanto isso...

RIO DE JANEIRO (Reuters) – As importações de gasolina pela Petrobras atingiram o volume recorde de 70 mil barris diários em dezembro, afirmou à Reuters nesta quinta-feira o diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa.
Mentira Premiada: Combustíveis from Implicante on Vimeo.