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Editorial do Estadão

Momentos esquisitos - EDITORIAL ESTADÃO ESTADÃO - 16/12 Por mais descabido que para alguns possa parecer este debate, a solidez das instituições brasileiras deve ser questionada neste momento particularmente conturbado por que passa o País. É que há um paradoxo que deixa perplexos os cidadãos que acompanham os últimos acontecimentos: como as instituições podem ir bem, não estarem frágeis e tampouco ameaçadas, se aqueles que delas fazem parte – mas não as definem em si – adotam atitudes perniciosas que no mínimo trincam os fundamentos sobre os quais repousam essas instituições? Enquanto isso, o País afunda (ver editorial abaixo). Vejamos o que se passa no Supremo Tribunal Federal (STF). Na eventual ocorrência de abalo dos alicerces do Estado Democrático de Direito, ao STF, como instância máxima do Poder Judiciário, cabe o intransferível papel de mantenedor do equilíbrio entre os Poderes da República, da garantia dos direitos fundamentais dos cidadãos e, em última análise, da paz social...

Acusação seríssima!

Lula permitiu que bilhões fossem desviados para PT, PP e PMDB, diz Procuradoria - InfoMoney Veja mais em: http://www.infomoney.com.br/mercados/politica/noticia/5930841/lula-permitiu-que-bilhoes-fossem-desviados-para-pmdb-diz-procuradoria Comento: A acusação é muito séria e espero, sinceramente, que a Procuradoria da República tenha condições de, efetivamente, comprová-la para que Lulla vá, definitivamente, para a cadeia.

O "paraíso" cubano

" Celebraciones postergadas, jolgorios suspendidos y un llamado a no realizar  festejos en la vía pública  conforman el escenario que los cubanos viven este fin de año. La sobriedad por la  muerte del expresidente Fidel Castro  se ha extendido a la programación televisiva y el popular espacio humorístico Vivir del cuento, con el personaje de Pánfilo, lleva tres semanas sin transmitirse. "Nos ha llegado una circular con detalles sobre lo que se puede difundir y lo que no", comentó a  14ymedio  un especialista del Instituto Cubano de Radio y Televisión (ICRT) que prefirió el anonimato. "La orientación es clara: todo lo que se programe tiene que ser analizado muy bien para no caer en frivolidades", puntualiza." Vejam a notícia completa em:  http://www.14ymedio.com/nacional/Fiesta-voz-baja-ano-avecina_0_2127387242.html

Santinho do pau ôco? Com esse boné, acho que sim. Descanse em paz.

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Sem saída

Sem reforma da Previdência, não haverá estabilidade na economia Alexandre Schwartsman - Folha de São Paulo 14/12/2016 02h00 O gasto público em aposentadorias e pensões, incluindo tanto trabalhadores do setor privado (RGPS) como funcionários públicos (RPPS), atingiu cerca de R$ 700 bilhões no ano passado, pouco menos de 12% do PIB. Ao mesmo tempo, porém, somos um país relativamente jovem: a população acima de 60 anos ("idosos") corresponde a uns 10% do total, proporção não muito distinta da observada em outros países latino-americanos, como o México ou o Chile. Apesar disso, países com estrutura etária similar à nossa gastam muito menos; nossa despesa, na verdade, se assemelha à de países bem mais velhos (e muito mais ricos), como a Alemanha, onde os "idosos" correspondem a um quarto da população total. Trata-se de um fato, não uma opinião. Em consequência, deve ficar claro que, se nada for feito, a despesa previdenciária seguirá crescendo acima do PIB, refletindo...

É tão difícil de entender?

Quem luta contra as reformas age em defesa dos rentistas 14/12/2016 08h00 Leandro Narloch - Folha de São Paulo Supostos defensores dos pobres, incluindo colunistas aqui da Folha, repetem que a PEC do Teto de Gastos, a reforma da Previdência e todo o ajuste fiscal atendem a interesses da "junta financeira governante" a custo dos direitos dos pobres e dos aposentados. Só acredita nisso quem está embriagado por ficções de um conflito irreconciliável entre as classes. Se um brasileiro não suporta rentistas e especuladores, se gostaria de ver o país livre de credores que cobram juros extorsivos, então precisa torcer para que o Estado gaste menos e seja um devedor mais confiável. Não há outro caminho. A questão se resume em cinco passos: Nas últimas décadas, uns malucos de Brasília que dizem nos representar arrumaram uma dívida de R$ 3.032.900.000.000 (três tristes trilhões, pra facilitar). Nenhum especulador maldoso os obrigou a isso; eles é que insistiram em co...

Pondo os pingos nos is; ou, pondo o MPF no seu devido lugar

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Sou contra a proposta de crime de responsabilidade, mas MPF não pode dar ultimato ao Congresso, ao presidente e ao STF. Ameaça de renúncia coletiva feita por procurador é um absurdo; isso evidencia que os senhores procuradores se imaginam mesmo o único poder da República; o ultimato é dirigido ao presidente da República Por: Reinaldo Azevedo 30/11/2016 às 16:53 Bem, meus caros, cada um diga o que quiser, não é?, e entenda a democracia como achar melhor, desde que se cumpram as regras pactuadas. Carlos Fernando Lima, aquele procurador que anunciou que iria lutar boxe com o Congresso — o que indica a sua disposição para o diálogo público e civilizado —, agora vem anunciar de forma tonitruante: se o presidente Michel Temer sancionar a proposta que cria o crime de responsabilidade para juízes e membros do Ministério Público, a força-tarefa renuncia. Vale dizer: o MPF resolveu fazer um braço de ferro com o Parlamento e quer arrastar o presidente da República para a crise. É de uma...

Um editorial à altura da grandeza do jornal Gazeta do Povo

Na noite de sexta-feira (25),  faleceu um dos personagens-chave da história recente da América Latina : Fidel Castro, que governou Cuba como ditador entre 1959 e 2006. É impossível compreender o continente sem conhecer o modelo que ele implantou em seu país e nunca desistiu de exportar, seja pela via armada, seja pela via do discurso populista, com mais ou menos sucesso dependendo da época e do país. Descrever o seu legado não permite ambiguidades. Não podemos tratá-lo como “líder controverso”, um “revolucionário idealista” que precisou quebrar ovos para fazer a omelete de um país socialmente justo. Cita-se, entre suas frases icônicas, “Socialismo ou morte!”. Mas para definir Fidel seria melhor dizer “socialismo e morte”. Pois ele foi um ditador sanguinário, que transformou Cuba em uma prisão a céu aberto, quase uma propriedade familiar (basta ver quem ele apontou como sucessor). Foi o comandante da mais assassina ditadura latino-americana, e isso em uma época pródiga em regime...

Entenda a nova língua esquerdista

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“Helicóptero cai”, “brasileiros indocumentados”… chegou o jornalismo-eufemismo Flavio Morgenstern 22/11/2016 Se alguém quer falar em manipulação da mídia, é preciso que se fale dos eufemismos que o jornalismo usa para defender sua agenda. Donald Trump parece estar causando pânico no mundo inteiro, mas não por nada concreto do que tenha feito – incluindo em “concreto” o muro que prometeu construir. O G1, portal da Globo, que passou toda a cobertura das eleições criticando o então candidato Republicano e dando como certa a vitória da Democrata Hillary Clinton, estampou a manchete:  Vitória de Trump gera medo e ansiedade entre brasileiros indocumentados nos EUA . Nunca tal palavra parece ter sido usada na história da língua portuguesa (ao contrário do  castellano ) para se referir a  imigrantes ilegais . É um eufemismo em grau extremista, ultra-radical, de tendência política fundamentalista – exatamente os adjetivos usados pela impren...

Pode isso, Arnaldo?

Mato Grosso do Sul tem 97% dos magistrados que recebem salários acima do teto constitucional e é o segundo estado do país com a maior média de vencimentos, chegando a R$ 48,5 mil. Segundo um levantamento nacional, feito pelo jornal O Globo, juízes e desembargadores do Estado “driblam” a Constituição e ganham mais que R$ 33.763 pagos aos ministros do Supremo Tribunal Federal. Fonte:  http://www.campograndenews.com.br/cidades/cerca-de-97-dos-magistrados-de-ms-recebem-acima-do-teto-constitucional

Puro purê

DINHEIRO DE SOBRA Titulares de cartório, MP e magistratura são elite salarial do Brasil 10 de outubro de 2016, 21h30 A elite salarial brasileira é formada por donos de cartório, membros do Ministério Público e a magistratura. A constatação aparece no relatório Grandes Números, produzido pelo pesquisador José Roberto Afonso, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). A ausência dos executivos de grandes empresas na pesquisa tem justificativa: a maior parte dos valores recebidos por eles não são tributados por serem lucros ou dividendos. “Cerca de 707 mil dirigentes e executivos ganham R$ 214 bilhões que são isentos. Outra parcela recebe como pessoa jurídica”, explica reportagem do jornal  O Estado de S.Paulo , que divulgou os números. A pesquisa mostra a força do funcionalismo público brasileiro. Além dos três primeiros colocados da relação serem cargos estatais, 70% das profissões listadas como bem remuneradas são estatais. Da área priva...

Caríssima e ineficiente

"No despacho em que soterrou a liminar contra a votação da PEC que limita gastos públicos, o ministro Luís Barroso, do Supremo Tribunal Federal, reconheceu que não deve existir tabu, nas discussões sobre os custos da Justiça. O orçamento do Judiciário corresponde a 1,46% do PIB, diz ele, enquanto a média comparada entre 38 países mostra que na Europa é quase dez vezes menor, ou seja, 0,18% do PIB". Fonte:  http://diariodopoder.com.br/coluna.php

Concordo com o articulista

Frase 'Viagra fez mais pelos humanos que o marxismo' ressoa entre 'haters'  LUIZ FELIPE PONDÉ FOLHA DE SP - 03/10 Há alguns anos, na primeira vez que fui entrevistado no "Roda Viva" da TV Cultura (2011), disse uma frase que até hoje ressoa: "O Viagra fez mais pela humanidade do que 200 anos de marxismo". Legiões de "haters", essa nova atividade nascida com as redes sociais, abominam essa afirmação e a tomam como "alienada". O "hater" é o irmão gêmeo do "loser" –a diferença é que o "loser" não é histérico. De fato, pode parecer uma comparação absurda, mas ela é, na verdade, bastante séria em termos filosóficos, sociológicos e psicológicos. Mas, antes, deixemos claro que o contexto era de crítica ao marxismo, óbvio. Mas não ao marxismo como método materialista enquanto tal. Considero o método materialista uma ferramenta, entre outras, bastante eficaz na análise da história e da sociedade. O que cons...

Uma das grandes causas da crise atual

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Em 13 anos, salários dos servidores públicos subiu três vezes mais do que os salários dos trabalhadores privados Os salários médios do funcionalismo público subiram, em termos reais (acima da inflação), 33% entre janeiro de 2003 e janeiro de 2016, enquanto na iniciativa privada esse aumento foi de 10%. O levantamento, feito com base em cruzamento de dados oficiais pelo consultor legislativo do Senado Marcos Köhler, confirmam as queixas do governo federal, governadores e prefeitos sobre o crescimento do custo da folha salarial dos servidores nas despesas públicas. Em 13 anos, pulou de cerca de 880 reais para 1.650 reais a disparidade média entre o que ganha um funcionário do Estado e um profissional do setor privado. O estudo comparativo de Köher, com dados compilados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o rendimento mensal médio em 12 meses do funcionário público era de 2.897 reais no início de 2003. ...

No Brasil, ninguém assume sua culpa

domingo, setembro 11, 2016 Estávamos errados, terrivelmente errados - MARCOS LISBOA FOLHA DE SP - 11/09 No documentário "A Névoa da Guerra", Errol Morris entrevista Robert McNamara, secretário de Defesa dos Estados Unidos nos anos 60. Um homem aparentemente bom, atormentado pela sua responsabilidade na escalada da guerra com o Vietnã. Um pequeno país foi massacrado. Um grande país descobriu-se menor. Em 11 lições, várias memoráveis, McNamara discute os equívocos que resultaram em uma guerra tão fútil quanto trágica. Talvez o maior tenha sido desconhecer as razões da divergência. O filme registra o seu encontro, em 1995, com o ministro das Relações Exteriores do Vietnã na época da guerra. McNamara comenta que havia o receio de uma aliança entre a China e o Vietnã. O ministro responde: "Vocês estavam totalmente errados! Lutávamos pela nossa independência. Você não leu um livro de história? Temos lutado com os chineses por mil anos!" "Estávamos errados. Terrivel...

Pondo o dedo na ferida

domingo, setembro 11, 2016 O GOLPE DO PAPA - GUILHERME FIUZA REVISTA ÉPOCA O papa Francisco cancelou sua viagem ao Brasil em 2017 afirmando que o pais "vive um momento triste". Vamos traduzir essa tristeza: o líder máximo da Igreja Católica está apoiando Dilma Rousseff, a despachante da quadrilha que depenou o país entristecido. Mas a tristeza sentida pelo sumo pontífice não é com o roubo, é com a punição aos ladrões. O papa Francisco, de maneira indireta, portanto dissimulada, portanto covarde, está fazendo coro com a militância ideológica que grita contra o golpe de Estado — esse em que a criminosa golpeada dialoga com os golpistas (e ri com eles), sob a regência constitucional da Corte máxima do pais. Uma bandeira de mentira, fajuta e imunda, que agora é levantada também pelo papa Francisco. Isso não teria a menor importância num mundo que soubesse distinguir um líder espiritual de um mercador da bondade. Mas a demagogia supostamente progressista — na verdade reacionária ...

Puxão de orelhas merecido

Os excessos do MPF - EDITORIAL ESTADÃO ESTADÃO - 08/09 Com essa omissão, o MPF parece conceder imunidade aos manifestantes, como se eles não violassem a lei, o que as próprias imagens da televisão desmentem Na terça-feira, dia 6, o Ministério Público Federal (MPF), por meio da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, informou aos governadores de São Paulo, Geraldo Alckmin, e do Rio de Janeiro, Francisco Dornelles, que vai monitorar as próximas manifestações contra o governo de Michel Temer para averiguar a ocorrência de possíveis excessos na ação das polícias estaduais. O ofício ao governador de São Paulo informa que “servidores e membros do Ministério Público Federal estarão coletando informações, imagens e áudios das manifestações e da conduta das forças policiais, com o objetivo de analisar se a atuação do Poder Público atende aos parâmetros nacionais e internacionais de uso moderado e proporcional da força pelo Estado, assim como estão sendo observadas as normas do devido pro...

Pode um crápula ser presidente do STF?

PERCA TEMPO - O BLOG DO MURILO sábado, setembro 03, 2016 Articulação pró-Dilma foi informada a Lewandowski 9 dias antes da sessão -  JOSIAS DE SOUZA BLOG DO Josias de Souza No último dia 22 de agosto, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski, abriu uma fenda na agenda para encaixar uma visita. Recebeu em seu gabinete a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO). Autorizada pela amiga Dilma Rousseff, Kátia foi conversar sobre a sessão de julgamento do impeachment, que ocorreria dali a nove dias, na manhã do dia 31. Ex-ministra da Agricultura de Dilma, a senadora informou a Lewandowski que os aliados de Dilma apresentariam um requerimento inusitado aos 45 minutos do segundo tempo do julgamento do impeachment. Desejava-se votar separadamente a deposição de Dilma e a punição que poderia bani-la da vida pública por oito anos. Confirmando-se o afastamento da presidente, Kátia tinha a esperança de livrá-la do castigo adicional. A senadora foi à presença de Lewandowski...

Retrato do governo Temer

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Ronaldo Caiado põe o dedo na ferida

Ajuste fiscal do governo Temer tornou-se encenação RONALDO CAIADO FOLHA DE SP - 27/08 A saída da presidente Dilma Rousseff não pode ser vista apenas como a queda de um governo e a ascensão de outro. Precisa simbolizar algo bem mais amplo e significativo: o fim efetivo de um projeto criminoso de poder (nas palavras do ministro Celso de Melo, do STF), de teor populista-bolivariano, que arruinou o Brasil. Além da ruína econômica, impôs uma queda de padrão moral sem precedentes à vida pública. Sucedê-lo implica redirecionar o país não apenas em termos políticos, econômicos e administrativos mas, sobretudo, quanto a valores e princípios. As multidões, que em quatro manifestações sucessivas ocuparam as ruas, condensavam nos protestos contra a corrupção os anseios por uma nova e diametralmente oposta maneira de governar. Nela, não há espaço para a demagogia, que leva o governante a jogar para a arquibancada, em detrimento do bom senso e do genuíno interesse público. Não há mais condições de...