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E nós pagamos a conta...

LEANDRA PERES DA SUCURSAL DE BRASÍLIA  As empresas estatais aumentaram em 15,2% o número de empregados durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, uma taxa ainda mais expressiva do que as contratações feitas por autarquias, fundações e órgãos da administração direta, que aumentaram 12,9% desde 2003. O governo aumentou a conta de pessoal em praticamente todas as estatais e, ao contrário do que ocorre na iniciativa privada, as contratações se estenderam inclusive a empresas que apresentaram prejuízo no passado. Os funcionários das estatais saltaram de 381.911 em 2003 para 439.802 no ano passado, segundo levantamento feito pelo Ministério do Planejamento, responsável pela supervisão das 116 estatais existentes no país. (Folha de São Paulo, 30/11/08)

Editorial do Estadão, 22/11

O trágico sistema de cotas   Desde que se instaurou o debate sobre a adoção de cotas raciais para o ingresso nas universidades públicas brasileiras, este jornal se tem manifestado inequivocamente contrário à iniciativa - e não vê motivos para mudar de opinião pelo fato de a Câmara dos Deputados ter acrescentado ao projeto que estabelece nas faculdades federais uma reserva de vagas para negros e indígenas, oriundos da escola pública, uma subcota para estudantes com renda familiar per capita de 1,5 salário mínimo, qualquer que seja a sua autodeclarada etnia. O trecho incluído na proposta que já havia sido aprovada no Senado, para onde voltará em razão disso, foi claramente um esforço de mitigar o que de outro modo seria um malefício absoluto. Ciente de que não conseguiria impedir o pior - ainda mais numa votação marcada, com deslavado oportunismo, para coincidir com o Dia da Consciência Negra -, a oposição aceitou contribuir para a consumação do inevitável se a maioria concordasse com a ...

Editorial da Folha

Um bom editorial da Folha de São Paulo, edição de hoje, 22/11/08, que mostra a forma de atuação do PT e de seu líder máximo, Lula da Silva, na aprovação de um negócio que foi feito e depois legalizado pela alteração dirigida da legislação, em clara ofensa aos princípios da impessoalidade e da moralidade dos atos administrativos estabelecidos pela Constituição Federal. "Just in time" COM A precisão de um relógio, o governo federal vai cumprindo, uma a uma, todas as etapas para viabilizar uma aquisição bilionária na telefonia. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou na quinta-feira o decreto feito sob medida para possibilitar a compra da Brasil Telecom pela Oi. A firma presidencial coroa um processo em que o interesse e os fundos públicos foram submetidos a cronogramas e exigências privadas. Quando foi selada a aquisição, no final de abril, as normas impediam sua concretização. Para evitar agressões ao consumidor, uma empresa poderia explorar o serviço de telefoni...
Dó da minha Londrina   Que pena! Londrina vai ficar mais quatro anos na mão de políticos indecentes. Como se não bastassem os oito anos do PT, agora vai ficar quatro – no mínimo – com Belinatti et caterva (incluído na cambada o famigerado José Janene – aquele do mensalão e das licitações fraudadas). A cidade não merece este destino. Mesmo porque teve muitos bons prefeitos, como Milton Menezes, Hosken de Novaes, José Richa e Wilson Moreira.
Finalmente chegamos ao consumismo!   Nosso apedeuta-chefe, aquele que dizia que a crise não atravessaria o atlântico e que, depois, afirmava que ela era uma simples "marola", procurava sempre nos induzir ao consumismo, em vez de informar o povo da grave crise que se avizinhava.   Agora, com a situação degringolando, provavelmente chegaremos ao consumismo. Mas a um consumismo como o abaixo:   CON SU MISMO CARRO CON SU MISMO SALÁRIO CON SU MISMO IMÓVEL CON SU MISMO VESTUARIO CON SU MISMO PAR DE SAPATOS E SOMENTE SE DEUS QUISER… CON SU MISMO TRABALHO!
Risco maior é a incompetência   A maior ameaça ao Brasil, hoje, não é a crise internacional, apesar de sua gravidade, mas a crescente influência das pessoas mais ineptas, mais irresponsáveis ou mais ideologicamente engajadas da administração federal. Essas pessoas convenceram o presidente a aproveitar o momento para aumentar o poder e a gama de negócios do Banco do Brasil (BB) e da Caixa Econômica Federal, em vez de concentrar esforços nos desafios imediatos, como a estabilização do sistema financeiro, o socorro aos exportadores e o suprimento de crédito à agricultura e à construção civil. O presidente parece não haver notado a diferença entre a Medida Provisória (MP) 443, publicada na quarta-feira, e as ações de emergência empreendidas no mundo rico. "É só olhar o que está acontecendo na Europa e nos Estados Unidos. Não tem diferença. São medidas de prevenção que nos dão segurança", disse o presidente, segundo o ex-governador do Rio Grande do Sul Germano Rigotto, ao sair de ...

É preciso dizer alguma coisa?

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A última flor do Lácio Olha o que fazem com a nossa língua, tão rica e bela. Esta barbaridade foi publicada hoje no site de notícias Sul News, de Naviraí: "Em Naviraí na terça-feira e em Itaquiraí na quarta-feira, foram inseminadas as urnas eleitorais, que receberam os programas de computação que permitirão a funcionabilidade do sistema de recepção de votos, impressão dos resultados e de transmissão dos dados obtidos através da votação que começa às 8h e termina às 17h, do dia cinco de outubro". A notícia não revela se a inseminação foi natural ou artificial, nem quem foi o doador do sêmen. De qualquer maneira, é bom aguardar para ver o que nascerá deste cruzamento.
Lição muito clara   Postei abaixo artigo que bem explica a situação atual e rebate o argumento daqueles que acham que salvar o sistema financeiro é ajudar banqueiros em prejuízo dos cidadãos. Não pedi licença ao jornalista Carlos Alberto Sardenberg. Creio, entretanto, que ele não se oporia à reprodução de seu post. Leiam e assimilem.
Não é o banco que quebra, são os seus clientes Postado por  Carlos Alberto Sardenberg  em  30 de Setembro de 2008 às 09:41   A tese segundo a qual o "governo não deve colocar dinheiro para salvar banqueiros" – que circula hoje em todo o mundo – só faria algum sentido se fosse possível isolar os bancos do restante da sociedade e da economia. Não é possível. Se o governo não coloca dinheiro para resgatar bancos e o sistema financeiro, o que acontece? Os bancos quebram. O que significa quebrar um banco? Significa que seus ativos não cobrem seus passivos. Você deposita dinheiro em um banco, isso é passivo do banco. É o que o banco lhe deve. Na outra ponta, o banco pegou o seu dinheiro e emprestou para alguém comprar uma casa. Esse empréstimo é um ativo do banco, o que ele tem a receber. Se o banco não recebe esse empréstimo, ou seja, não consegue realizar esse ativo – porque o mutuário se tornou inadimplente – qual a consequência óbvia? Não terá como devolver o dinheiro do deposi...
No fígado do sapo barbudo "Não é a propaganda que marca um nome na história, mas a honradez." (Fernando Henrique Cardoso, citado na última revista Veja)
Piada do dia  Haverá um dia em que a felicidade voltará para todos... Será o dia em que GENOINO será algo verdadeiro; ROSINHA apenas flor; GAROTINHO um moleque safado; GENRO apenas o marido da filha; SEVERINO apenas o porteiro do prédio; FREUD voltará a ser só o criador da Psicanálise; LORENZETTI será só uma 'marca de chuveiro'; GREENGALGH voltará a ser um almirante que participou de nossa história; DIRCEU, PALLOCI, DELÚBIO, SILVIO PEREIRA, BERZOINI, GEDIMAR, VALDEBRAN, BARGAS, EXPEDITO VELOSO, GUSHIKEN, RENAN etc..., serão simples presidiários. E LULA APENAS UM MOLUSCO Aí quando olho meu título de eleitor, entendo o verdadeiro significado de “ZONA ELEITORAL”. (copiado da página Prosa & Política)
Patacoadas... Há algum tempo não tenho postado nenhuma matéria no blog. É que está difícil escrever alguma coisa levando-se em conta as patacoadas da Abin, PF ou mesmo do ministro da defesa que pretende, violando a constituição, acabar com o sigilo da fonte em matéria jornalística. É muita coisa para um só governo. Como se isto não bastasse, agora vem o nosso apedeuta mestre discursar na ONU fazendo críticas a Bush por ele não ter tratado, no seu pronunciamento naquela organização, do problema financeiro dos Estados Unidos. Esta cobrança demonstra a mais absoluta ignorância do babalorixá de banânia sobre o que está ocorrendo na América do norte. A crise é interna, embora tenha repercussão mundial. Portanto, não caberia a Bush discursar na ONU sobre problemas internos da economia de seu país.  Seria o mesmo que o nosso babalorixá falar, naquela assembléia, sobre o mensalão, dólares na cueca, dossiê, quebra de sigilo bancário do caseiro, caso Daniel Dantas, violação do si...
A gravidade da situação Só quem não entende o que é democracia ignora a gravidade da crise institucional deflagrada pelos grampos da Abin em telefonemas do presidente do STF, líderes da oposição e outros senadores, revelados pela última edição da revista Veja.
Bye, Bye, democracia... Há tempos o Brasil vive num estado policial. Postei algumas anotações neste sentido. A democracia esfacelou-se, tanto pela corrupção desbragada (com direito a afago do Presidente aos nela envolvidos) como pela conduta de autoridades que usam o estado em benefício de seus interesses políticos (exemplo clássico foi o dossiê contra FHC e D. Ruth Cardoso). O ápice desta situação foi atingido com a violação do sigilo telefônico do presidente do Supremo Tribunal Federal, como mostra a última edição da revista Veja, que chega a transcrever conversa dele com o Senador Demóstenes Torres. Se o Brasil fosse uma democracia verdadeira, o ministro da justiça, Tarso Genro, e o presidente da Abin seriam sumariamente exonerados. Mas, como não é, vai ficar tudo na mesma.
Pérolas... Barbara Gancia é jornalista da Folha de São Paulo e da Band FM. Inaugurou uma página na internet muito interessante. Publica notas hilárias e sérias. Todas elas, verdadeiras pérolas. Vale a pena visitar. O endereço: http://www.barbaragancia.com.br/
Lá, como cá... Chamada no site do Terra, hoje: " China usou cantora falsa em festa de abertura". Lá, como cá, é o país da piada pronta. Dada sua fama internacional, a China resolveu - além dos eletrônicos, roupas, perfumes, CDs, DVDs, etc. - falsificar também a cantora que se apresentou na abertura da olimpíada. A verdadeira não era tão "bonitinha" segundo as autoridades. Por isso, no interesse do país, foi substituída por outra que fez a "dublagem" da voz da primeira.
Esta vem bem a calhar... Uma criança de quatro anos, à vista do grande apelo de marketing dos Jogos Panamericanos e dos Jogos Olímpicos, pergunta para o seu pai: - Papai, o que são PARA-OLIMPÍADAS? O pai, com habilidade, responde à filhinha: - Assim como tivemos o PAN e o PARA-PAN, teremos as Olimpíadas e as PARA-OLIMPÍADAS. As PARA-OLIMPÍADAS, como o PARA-PAN, são para os atletas especiais, com deficiência física ou mental, entendeu, filhinha? - Ah, papai, entendi. Por isso é que teve eleição PARA-PRESIDENTE e o Lula ganhou, né? (copiado de http://www.prosaepolitica.com.br/)
Desânimo Há quinze dias não posto qualquer matéria no blog. Não é preguiça, não. Nem falta de tempo. É desânimo, mesmo. Nosso estado policial, somado ao reconhecimento do ministro da justiça de sua incapacidade para frear ao menos a escuta telefônica clandestina, sem que sua admissão resulte no seupedido de exoneração (ou sua demissão sumária, que seria mais adequado); O princípio constitucional da presunção da inocência sendo pisoteado pela associação dos magistrados brasileiros, numa evidente manobra para uma platéia de eleitores analfabetos ou semi-analfabetos; Juízes negando acesso de advogados aos inquéritos policiais, obrigando-os a recorrer ao STF para conseguir exercitar esse direito básico de qualquer defensor e indiciado, numa manifestação trágica de desrespeito à Constituição; pessoas sendo presas sem que lhes seja dado conhecimento da acusação; juízes eleitorais censurando a tudo e a todos, não permitindo o exercício da liberdade de expressão e pensamento por parte dos can...
Editorial do Estadão de hoje, 16/8 Contra o abuso e o descontrole Não será com entrevistas bombásticas, nem com manifestos de solidariedade e desagravo, que avançará o debate sobre as normas às quais se deve subordinar o comportamento de magistrados, procuradores e agentes policiais no País. Trata-se de assegurar que o combate à criminalidade, sob todas as suas formas, não se degrade em violações até rotineiras dos direitos individuais - que nem sequer servem para levar esse combate a bom termo. O problema decerto não é novo, mas adquiriu feições novas desde que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, antes ainda de irromper a Operação Satiagraha e muito mais enfaticamente depois, passou a defender a adoção de uma lei rigorosa contra o abuso de autoridade na investigação de ilícitos penais. Quanto maior a gravidade desses delitos e a notoriedade dos acusados de cometê-los, maior também a tendência à "espetacularização" dos procedimentos, no dizer d...