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Impostos e fortuna Denis Lerrer Rosenfield Nem sempre a fortuna dos impostos é a felicidade dos cidadãos. Na maior parte das vezes, o contrário é o verdadeiro. Como não poderia deixar de ser num governo que não consegue equacionar os seus gastos, novos tributos surgem no horizonte, tanto mais imprevisíveis quanto mais se apresentam sob a forma do politicamente correto. Se há algo em que este governo tem sido bem-sucedido é em recorrer a uma argumentação de tipo social, insistindo que busca somente o contentamento dos desvalidos. Esconde, assim, não apenas a sua própria incompetência no trato da coisa pública, como, de forma mais abrangente, oculta o processo de burocratização da sociedade e de fortalecimento da própria máquina estatal. O Estado se torna cada vez mais refém das corporações sindicais, dos movimentos sociais e do PT. Considerando que a partidarização e a sindicalização do Estado não são bem vendáveis junto à opinião pública, o governo lança mão de artifícios retó...
Gangsterismo A notícia abaixo, no Estadão de hoje, clareia a situação a respeito do dossiê feito pelo governo sobre Fernando Henrique Cardoso e sua mulher. Apesar das várias versões, fica demonstrado que estamos sendo governados por gângsteres. Dossiê da Casa Civil contra FHC foi decisão de governo Operação dossiê saiu de pelo menos duas reuniões realizadas no Planalto, sob comando da ministra Dilma Christiane Samarco e Vera Rosa, de O Estado de S. Paulo BRASÍLIA - Na primeira semana de fevereiro, muito antes de a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Cartões ter sido instalada, no dia 11 de março, o Palácio do Planalto mobilizou toda a Esplanada dos Ministérios para coletar informações e montar um dossiê com dados sobre gastos do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) com cartões corporativos e contas tipo B. Nesta sexta-feira, 28, o governo deflagrou uma estratégia de despiste, dizendo que havia coletado as informações a pedido da CPI.
Melhor que Cristo No congresso empresarial Brasil México, que se realiza em Recife, o apedeuta julgou-se melhor que Cristo. Ele disse, referindo-se ao bolsa-família: "A multiplicação dos pães de que Cristo falava era exatamente essa: deu dinheiro nas mãos das pessoas necessitadas. E nós, além de dar aos pobres, estamos dando para as mulheres" Portanto, no seu raciocínio enviezado, superou Cristo. Enquanto o filho de Deus " dava dinheiro nas mãos das pessoas necessitadas" (versão bíblica do apedeuta que demonstra sua absoluta ignorância), Lulla foi além: dá dinheiro aos pobres e, além de pobres, mulheres . Portanto, superou Jesus. Realmente é o fim da picada. O Brasil não merece tanto...
País da piada pronta 2 Publicado no site Último Segundo, caderno de economia, as palavras abaixo teriam sido pronunciadas pelo apedeuta na abertura do simpósio Brasil México, em Recife, que ocorreu hoje: Lula contou ter telefonado duas vezes para George W. Bush. "Eu disse para o Bush: o problema é o seguinte, meu filho, nós ficamos 26 anos sem crescer, agora você vem atrapalhar? Resolva a sua crise", afirmou o presidente brasileiro, ao relatar a conversa com Bush. É ou não, uma vergonhoso para o Brasil ter um presidente com tal postura?
País da piada pronta Segundo a Folha on Line, nosso apedeuta disse que Chávez foi o "grande pacificador" da crise entre a Colômbia e o Equador. Nosso presidente não tem mesmo respeito por nada. Nem pelos fatos. Todo mundo sabe que o ditador da Venezuela acirrou os ânimos mandando tropas e tanques para a fronteira com a Colômbia para ver se provocava algum conflito. Sua sorte foi a sensatez e inteligência do presidente Uribe que não fez o jogo pretendido pelo tiranete. Por estas e outras que o jornal argentino "Página 12", ao referir-se ao encontro entre Cháves e Lula, disse que os dois "cacarejam juntos" na América do Sul.
Sem comentários... Trabalho duro Cerca de 150 membros do Ministério Público Estadual do Mato Grosso do Sul participarão de um evento, neste fim de semana, no aprazível Zagaia Eco Hotel, em Bonito. A Viúva, claro, pagará parte das diárias. Fonte: Jornalista Cláudio Humberto.
Lição Fernando Henrique Cardoso autorizou, em carta dirigida ao líder do PSDB no Senado, Artur Virgílio, que fossem abertas todas as despesas de seu gabinete e de sua esposa, Rute. Aliás, alegou que inexiste sigilo para este tipo de gasto. Será que Lula abrirá suas despesas e de sua mulher Marisa? Duvido! Vai arrumar alguma desculpa esfarrapada para negar-se a seguir FHC. Ele sabe que, se for aberto o sigilo - por ele decretado, diga-se de passagem - vai aparecer muita coisa...
Especulação idiota Vejam esta notícia publicada hoje na página do Terra: Cientistas marcam data para o fim do planeta Dennis Overbye No final, não restarão nem mesmo fragmentos. Caso não haja interferência com a natureza, dentro de 7,59 bilhões de anos a Terra será arrastada de sua órbita por um sol vermelho e inchado, e entrará em uma espiral que resultará em sua decomposição final em forma de gases. Tudo isso de acordo com cálculos recentes de dois astrônomos: Klaus-Peter Schroeder, da Universidade de Guanajuanato, no México, e Robert Connon Smith, da Universidade de Sussex, Inglaterra. Comento: A notícia é pura especulação. Daquelas bogagens ditas para seus autores aparecerem na mídia. Se os "cientistas" não conseguem sequer prever o clima com antecedência de uma semana, como profetizar tamanha bobagem? É claro que é especulação irresponsável. Ainda mais se for considerado que daqui a 7,59 bilhões de anos não poderá ser cobrada, dele...
Manobra diversionista Sempre que há um fato desfavorável ao governo do apedeuta, surge uma notícia de destaque envolvendo a Petrobrás. Ela serve como biombo para que a notícia ruim não prejudique muito a Lulla ou, então, que o prejudique menos. Quando se descobriu a pretensão da Oi em comprar a Brasil Telecom, o que é proibido pela legislação vigente, a Petrobrás apareceu no noticiário nacional informando a descoberta (na verdade, re-descoberta, porque a notícia já tinha dois anos) do super-campo tupi que nos tornaria exportadores de petróleo em breve. Quando surgiu o escândalo dos cartões corporativos, novamente surge a Petrobrás como fonte de notícia destinada a desviar a atenção do público para a roubalheira no governo Lulla. Deu-se destaque ao furto de notebooks que conteriam dados sigilosos e estratégicos da empresa. O apedeuta chegou a dizer que se tratava de "questão de estado". A ministra Dilma disse ser problema de "segurança nacional". Quiseram at...
Falta de responsabilidade O deputado Waldir Neves (PSDB-MS) apresentou projeto na Câmara Federal propondo a extinção do exame da OAB para o ingresso de novos advogados no seu quadro, e sua substituição por estágio supervisionado por 24 meses para os bacharéis que pretendam atuar como advogado. A proposta é incorreta. O exame de ordem existe porque os cursos jurídicos, de modo geral, não têm qualidade. Não é uma solução. É uma forma de se evitar que incapazes possam atuar como advogados, já que a OAB não tem poder para fechar os cursos "caça-níquel". O estágio supervisionado simplesmente seria um "complemento" no curso de direito. Com o tempo, iria para o mesmo caminho da maioria das escolas atuais, isto é, não ensinaria nada. Seria apenas mais uma "formalidade" a ser cumprida para o ingresso na Ordem. O deputado deve saber que o ideal é um maior rigor na fiscalização e criação de cursos jurídicos, de forma que os que não ensinam sejam simplesmen...
Perda de tempo Há, no Congresso, uma CPI para investigar as ONGs. Sabe-se que há muita malandragem na constituição destas entidades, em sua grande parte criadas para viver às custas do estado e, por consequência, de nós, contribuintes. Apesar de se intitularem "não governamentais", vivem exclusivamente de verba pública. Como disse certa vez Reinaldo Azevedo, são as ONGGs (Organizações Não Governamentais Governamentais). É evidente que há entidades sérias. Mas, para resolver o problema definitivamente, só há uma solução. Estabelecer-se a proibição de receberem verba pública, a qualquer título. Voltariam elas a ser, efetivamente, não governamentais e o cofre da viúva não seria saqueado. As sérias permaneceriam, porque não dependem de verba pública. As de fachada morreriam de inanição.
"Governo ético" Existe no governo federal uma comissão de ética. Sua função é avaliar determinadas situações que possam gerar conflito ético no exercício de cargos e funções públicas. Esta comissão analisou a cumulação dos cargos de ministro do trabalho e presidente do PDT por parte de Carlos Lupi. Concluiu que, éticamente, é inadmissível e condenável o exercício simultâneo das duas funções. Recomendou que o ministro fizesse a opção entre elas, face à inviabilidade de exercê-las cumulativamente. O ministro, matreiramente, silenciou-se e não fez escolha nenhuma. Em razão disso, o relatório foi encaminhado ao presidente da república com a recomendação de exoneração do ministro, considerando que da presidência do partido Lula não tem competência para exonerá-lo. Este, "dotado de profundo senso ético", também não tomou nenhuma decisão. O presidente da comissão sentiu-se - com razão - desautorizado e pediu exoneração. Seu lugar será ocupado pelo ex-ministro d...
Visita honrosa Recebi a visita de Edilson Carlos de Oliveira. Brilhante jornalista, recentemente enfrentou muitas dificuldades no exercício de sua profissão, mas não se deixou abater e nem abriu mão de sua independência. Continua firme na atividade, perseguindo o objetivo do jornalista que é bem informar sempre.
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É duro ser judeu Suspirou quando se deu conta de que carne suína seria apenas uma lembrança, o que era um sacrifício Ladrão finge ser judeu ortodoxo, mas é preso. A tentativa de Reinaldo Rodrigues, 30, de se passar por um judeu ortodoxo não durou mais do que cinco minutos. Após roubar R$ 15 mil em dinheiro, relógios, telefones e equipamentos eletrônicos da casa de um rabino, o bandido apropriou-se de um chapéu da vítima e, achando-se com cara de judeu, tentou fugir. Foi preso em flagrante pelo sargento da Polícia Militar André Mario Destro. O sargento Destro notou que o homem do chapéu usava um terno claro -religiosos judeus usam vestimentas escuras-, não tinha barba nem peiót -cachinhos ao lado das orelhas. O PM apontou para a imagem de um candelabro de sete velas que aparecia em uma moeda encontrada em poder do ladrão. Perguntou qual o nome da peça. Rodrigues ficou mudo. "Eu disse: isso aqui é uma menorá, um dos símbolos mais fortes do judaísmo." Segundo o PM, o la...
Será que são do PT? A Polícia Militar (PM) prendeu na tarde de ontem dois suspeitos pelo roubo de US$ 6,954 mil de um casal na rua Barão de Jaraguá, no bairro do Brás, região central de São Paulo. Um dos suspeitos foi localizado com os dólares escondidos na cueca. (Fonte: Terra, 15/02/08, 14:18)
PÚBLICO E PRIVADO por Carlos Alberto Sardenberg, no Globo O presidente da República e a primeira-dama vão a um restaurante estrelado, fazem uma refeição de classe, tomam uísque e vinhos. Como não há jantar grátis, restam três possibilidades: 1. o presidente paga a conta com seu dinheiro pessoal, na física; 2. o dono do restaurante paga, na cortesia; 3. o governo paga, com o meu, o seu, o nosso dinheiro. No primeiro caso, está tudo muito bem resolvido. Ninguém tem nada com isso. Pode haver algum ruído — do tipo "o governante de um país pobre não deveria freqüentar restaurante tão caro" — mas é pura má vontade. Mais ou menos como dizer que Barack Obama, por representar minorias pobres, não poderia usar ternos tão bem cortados. A segunda possibilidade traz uma questão ética. O presidente e a primeira-dama não podem aceitar cortesias sem mais nem menos. Mesmo porque esse tipo de coisa tende a sair do controle. O sujeito começa aceitando um inocente Romanée Conti no jantar...

Sponholz, como sempre, brilhante

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O cartão glutão, por Flávio Tavares Essa história dos "cartões corporativos" na área federal, distribuídos a granel como moscas no mel, mostra como democratizamos a monarquia nesses anos de República. Quando chegou ao Brasil há 200 anos, a família real portuguesa criou aqui condes e viscondes, barões e baronesas, e os cozeu com sinecuras públicas, fossem cartórios urbanos ou léguas de sesmarias. Desde então, viver do Estado passou a ser o estado a que todos os inúteis almejam alcançar. A diferença é que, nos tempos de Dom João VI, na monarquia de nossos Pedros ou nos governos ditos "republicanos", davam-se títulos ou vantagens e, daí em diante, cada qual que se virasse! O título funcionava como gazua, mas após abrir a porta do cofre era preciso trabalhar. Ou se multiplicava o que lá estava ou se morria como barão ou conde pobre. Agora, democratizamos tudo. Os títulos já não funcionam. O cartão corporativo do ecônomo do Palácio da Alvorada tem limite mais alto que ...
A bandidagem exige respeito A bandidagem homiziada na Liga Estadual das Escolas de Samba não costuma prestar atenção ao que estabelece o Código Penal. Enfileirados no asfalto da Sapucaí, os prontuários da turma não caberiam na avenida. É natural que aplaudam com entusiasmo a passagem do amigo Belo, o menestrel do tráfico, ou de Anísio da Beija-Flor, gente boa. O que os chefões da Liesa muito prezam é o respeito aos bons costumes e, sobretudo, aos valores familiares. É natural que tenham punido a São Clemente pela inclusão no desfile daquele avião com um tapa-sexo de oito centímetros. Assassinatos, seqüestros, narcotráfico - isso pode. O que não pode é "genitália desnuda". Ou quase. (Augusto Nunes, Jornal do Brasil, 10/01/08)
Delúbio e o general Delúbio Soares, um dos executores do mensalão disse, no seu depoimento feito à época da CPI, que "excesso de transparência é burrice". Referia-se ele ao fato de haver "recursos não contabilizados" no caixa do Partido do Trambique. Recentemente, referindo-se aos cartões corporativos e para justificar o sigilo imposto aos gastos públicos (contra determinação expressa da Constituição Federal que determina a sua publicidade) o general Félix, chefe do gabinete da "segurança instuticional" ou algo parecido, afirmou que "a transparência (dos gastos) pode comprometer a segurança". Por certo, referia-se à segurança do país. "Burrice" e "segurança" assemelham-se quando buscam apenas ocultar gastos indevidos - ou desperdício - feito com o dinheiro dos contribuintes. As duas expressões apenas refletem a vontade de não tornar público o que está errado e deve ser corrigido. Desta forma, o general e o petist...